O Improvável Chamado Maio

Entre Malas, Milagres e Saudade

Maio de mãe
De lembrar da origem,
Do colo que já foi casa
Do amor infinito
Inexplicável
Eterno
Amor recebido
Transbordante e pleno
Amor que repassa
Que abraça
Que ultrapassa

Maio de mar gelado
Do canto dos pássaros
Do cheiro das flores
Do verde vívido, florescente
Do colorido das árvores
Que embelezam o cinza da cidade

Maio do Sol que nasce cedinho
Do convite ao despertar
Ao orar
Ao estar mais perto
A uma busca mais sincera
Silenciosa
mais intensa,
mais confiante

Maio do improvável
Do inexplicável
Do amor materializado
Do se deslocar para um combate intenso
Do decidir adorar, somente adorar para não deixar a fé abalar

Maio do susto,
Da dor,
Do hospital,
Da surpresa,
Do alívio,
Da gratidão

Maio que prepara a expectativa do abraço,
do encontro
do olho no olho
Do cheiro que exala
Da panela que remonta às origens
Do sabor que apazigua
a saudade, que tão forte pulsou
E que se prepara para entrar no modo pausa

Maio das malas
Que outrora vazias, já estão na balança, conferindo peso, reavaliando prioridades
Malas que carregam carinho; um pouco de si, um pouco de onde se vive,
que embala amostras de um lugar, de uma cultura, de uma vida

Maio das caixas espalhadas
Da bagunça generalizada
Do triar, do se desfazer, do embalar
De tentar organizar tanto os objetos de fora, quanto as emoções que borbulham por dentro

Maio da surpresa
Do presente
Do amor celebrado
Do descanso forçado
Da unidade do improvável
Da fidelidade do Pai
Que usa seus filhos para amar e da gente cuidar,
também além mar

Maio de ser desafiado a mais um passo dar,
sem ver o caminho,
só seguindo na certeza mesmo quando não se pode ver ,
na confiança de que os milagres são nossa fé materializada e que eles seguirão fazendo trilha, apontando direção.

Maio está sendo um mês tão intenso e desafiador
E em mais esse capítulo da grande aventura,
decidi seguir confiando mais, desejando mais daquele que Viive e Reina, meu Senhor

Que seu Reino venha sobre minha casa,
seja em maio,
seguindo em junho
e de janeiro a dezembro, o que mais anseio é desfrutar da paz que excede todo entendimento.
Reina em mim,
reina mesmo quando maio chegar ao fim.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima